Após Leilão do Pré-Sal, Christino destaca aumento de receitas para Estado do Rio

Por Jornal Expresso 01/11/2017 - 15:10 hs

Após Leilão do Pré-Sal, Christino destaca aumento de receitas para Estado do Rio
Secretário Christino Áureo com o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíve

O governo do estado do Rio de Janeiro estima que a receita em royalties com os blocos de exploração e produção de petróleo licitados em 2017 possa chegar a 22 bilhões de dólares até 2027. O secretário estadual da Casa Civil, Christino Áureo, disse que é difícil precisar uma estimativa, porque ainda é necessário que os volumes de produção se confirmem, mas afirma que espera que o fluxo de caixa fique mais confortável na próxima década.

 - A perspectiva de ampliação de receita de royalties fará com que tenhamos um fluxo bastante confortável na década que vem. Se espera que, no final do regime de recuperação fiscal, por volta de 2023, toda a produção do pré-sal que está sendo licitada agora esteja proporcionando níveis de receita que façam frente às despesas que se terá no futuro.

 O secretário defendeu que o regime de concessão é mais interessante para os estados e para as empresas que o regime de partilha, que vigora nos campos do pré-sal. Mesmo assim, ele acredita que, a partir de 2022, a produção nos blocos oferecidos nos leilões da última sexta-feira (27) vai render ao estado bilhões de dólares em royalties. Se somados aos do pós-sal licitados na 14ª rodada, em setembro, o valor pode chegar a US$ 22 bilhões.

-  Isso vai contribuir para que retomemos a atividade econômica, não apenas em termos da arrecadação que será gerada, já que nos próximos 12 meses, saindo as licenças ambientais, haverá toda uma movimentação nas regiões produtoras, relativa à exploração e produção de óleo e gás, o que nos leva a olhar para o futuro imediato com expectativa bastante positiva. A produção efetiva ocorrerá em quatro anos, ampliando ainda mais esses impactos positivos.

 Os blocos que foram vendidos no leilão de sexta-feira renderam R$ 6,15 bilhões ao governo federal em bônus, valor abaixo do esperado, de R$ 7,75 bilhões .  O motivo é que 2 dos 8 blocos oferecidos não foram vendidos.

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que os bônus seriam mais elevados se o leilão fosse feito sob o regime de concessãoNesse modelo, vence a disputa quem oferecer o maior bônus e, na prática, o governo recebe mais dinheiro à vista.