[Vídeo] Presidente do TSE confirma possibilidade de Carlos Augusto ser candidato

Eleição de 2016 foi anulada por causa de um culto evangélico realizado 10 anos atrás. Haverá um novo pleito

Por Jornal Expresso 19/04/2018 - 12:50 hs

Após a decisão do TSE para a anulação do pleito de 2016 e realização de novas eleições suplementares para a prefeito, os possíveis candidatos da oposição começaram a insistir na tese de que o Prefeito Carlos Augusto não poderá concorrer novamente. As eleições suplementares ainda não tem data para acontecer, no entanto, como teve mais de 60% dos votos válidos em 2016, Carlos Augusto, naturalmente, tem sido alvo de ataques e boatos na internet. No entanto, o discurso do ministro do STF Luiz Fux, em decisão similar, coloca uma pedra nestes boatos. Para o ministro, um candidato que não cometeu crime eleitoral no pleito em que participou (este é o caso de Carlos Augusto) não pode ser impedido de concorrer novamente ao cargo. O vídeo com a declaração do magistrado está no final da matéria. 

"Na verdade, infelizmente, é lamentável que os discursos dos pseudo candidatos ao cargo de Prefeito para uma possível eleição suplementar que se apresentaram até  agora limitam-se a inverídica afirmação no sentido de que Carlos Augusto não poderá participar do pleito. Não há projetos ou ideias concretas, nem mesmo a apresentação de um currículo que os qualifique para exercer o complexo comando de uma cidade como Rio das Ostras. Mas isto não é novidade, pois tem sido assim há mais de década", disse o procurador geral Renato Vasconcellos.

Segundo Renato, há garantia que Carlos Augusto poderá participar da nova eleição e concluir o seu mandato. "Já tive a grata oportunidade de clarear para população que a anulação da eleição não ocorreu porque o Prefeito foi condenado por ato de improbidade administrativa ou crime mas sim pela simples participação em um culto religioso em comemoração ao aniversário de sua esposa durante a campanha de 2008. 

Para balizar suas declarações, Renato divulgou um breve vídeo de um julgamento. Nesta gravação, o próprio presidente do TSE e membro do Supremo Tribunal Federal, Ministro Luiz Fux, deixa claro como o sol que "por se tratar de uma condição pessoal e não de ilícito que fulmine o pleito de 2016", os candidatos poderão sim participar da eleição suplementar.